Fazem muito anos que me interesso pela cultura escandinava e até mesmo arrisquei aprender um pouco de noruegues de forma auto didata. Essa viagem de Gotemburgo a Oslo eu decidi fazer de ônibus também por que o trem que saia de Gotemburgo para Oslo iria sair depois do almoço e eu queria estar o quanto antes na Noruega.
Eu sai do hostel em Gotemburgo sem me despedir dos amigos que fiz no quarto e com os quais passeei pela cidade porque sai umas 6 da matina, chato isso, mas achei cabreiro acordar o pessoal.
A ida levou umas 5 horas e foi super tranquila, sem ter que correr de meia por estações, nem sair as pressas do onibus porque houve uma queda de barreira como aconteceu na Suíça haehhahe cheguei em Oslo na hora do almoço, peguei o meu dogão que custa o olho da cara e fui me informar sobre como me locomover na cidade, a melhor forma são os trams que cortam Oslo em todos os sentidos e de cara já descobri algo muito legal, o tram de numero 1 passa pela estação tem um das maiores rampa para salto de sky no mundo o Hommelkolen e de quebra no ponto final deste tram é possivel visitar o ponto mais alto de Oslo e bater uma foto panoramica da cidade o Frognersenterem. Lá em cima a prefeitura da cidade comprou algumas casas antigas que eles construiram com uma camada de grama no teto para manter o calor dentro, foi a primeira vez que vi de perto esse tipo de casa, deu uma vontade enorme de se um dia tiver um sitio na serra fazer algo assim, muito massa.
Fui descobrir onde era o hostel e na rua do Hostel me deparei com a forte realidade em Oslo, por ser um país rico muitos imigrantes (de dentro da europa mesmo,muitos poloneses), africa e ásia estão na cidade. Na região histórica dificilmente você vê algum nativo e mesmo em outras cidades no interior da Noruega as pessoas torcem o nariz para Oslo dizendo que o governo abriu demais as porteiras para imigrantes e que Oslo não é mais assim uma cidade norueguesa e é apenas uma cidade que quer ser cosmopolita para agradar o mundo e não ao povo do país. Existem casos de estupro executados pelos imigrantes em mulheres norueguesas o que acirra ainda mais os animos entre eles, a impressão que fiquei é que os imigrantes fazem comércio e se casam entre eles e vivem a margem sem contato com o povo de lá. Isso me foi negado por alguns locais mas ficou no ar, pairando...
A noite haveria uma janta do pessoal do couchsurfing e com o mapa dos trams em mãos e sabendo que tinha que pegar uma balsa para uma ilha de frente para o centro de Oslo, fui testar como me saia me localizando na cidade e tentando já falar em noruegues com o pessoal de lá, eles ficavam mais receptivos quando perguntava as coisas no idioma local, foi muito legal interagir a primeira vez com algum nativo com essa lingua que antes só estava na minha cabeça, me senti o José Costa do livro Budapeste lutando pra entender um idioma estranho lá na cidade em que é utilizado.
A janta em Hovedoya foi muito legal, foram como de praxe pessoas de todo canto do mundo, o foda foi o preço... eu achei que por ser uma janta de mochileiros seria algo barato e quando pisei na ilha e cheguei no restaurante me deparei com o valor por pessoa e me passou a fome na hora seriam 100 reais a janta e cerveja pago a parte... pots mas ficaria feio não comer e estranho comer sem beber, foi assim que foi a minha única e melhor janta de verdade em Oslo, frutos do mar frescos, cerveja mediana mas uma interação animal com o pessoal e milhares de dicas de lugares para conhecer em Oslo e na Noruega. Sobre Oslo eu já sabia tudo o que queria ver e a grande dica foi que o quadro "O Grito" de Munch estava em exposição, tinha mesmo que ir ao Frognersenterem, ao Homelkolen e ao Vigeland Park.
Depois dessa janta um nativo quis fazer uma camaradagem e chamou eu, um inglês e um americano para ir a uma balada tudo pago por ele já avisado de antemão porque era o aniver dele, eu fiquei esperando a resposta dos outros dois pra fazer uma moralzinha mas estava afim de conhecer a night da cidade hahehaehae os dois falaram que sim em poucos segundos e eu falei em noruegues "Det kan vi" (algo como "bora lá").
Depois dessa janta um nativo quis fazer uma camaradagem e chamou eu, um inglês e um americano para ir a uma balada tudo pago por ele já avisado de antemão porque era o aniver dele, eu fiquei esperando a resposta dos outros dois pra fazer uma moralzinha mas estava afim de conhecer a night da cidade hahehaehae os dois falaram que sim em poucos segundos e eu falei em noruegues "Det kan vi" (algo como "bora lá").
A night foi em Arkebrige, tocou Michel Teló... mas fora isso foi animal! Eu que não sou muito baladeiro voltei as 7 da matina parei numa padaria, fui pro hostel e acordei ao meio dia na correria pra nao perder mais tempo. O engraçado da noite foi ter que explicar para umas meninas o que significava a letra da música do Teló... isso deixava a bola quicando né? Pois é...
Nos demais dias foram dias de turista mesmo, levantar cedo e ir dormir cedo. O que mais curti foi certamente o Frognersenteren, O Folk Museum (Museu com casas de todas as regiões do país) e o museu da história do Sky (os noruegueses são muito ligados a este esporte é como o futebol pra gente).
No dia 1 pela manhã eu iria para Bergen e no caminho teria uma trip que sai do caminho convencional e visita os fiordes... eu dormi muito pouco do dia 31 para o 1, faziam uns 8 anos que eu pensava em fazer essa viagem Oslo-Bergen.